Este meu livro, sucintamente intitulado “A crise do liberalismo”, ocupa o lugar cimeiro da minha biografia intelectual. Trata-se de uma obra que foi aprofundadamente estudada e, direi mesmo, intensamente sofrida. Sofrida, bem entendido, no sentido fecundante de ter sido uma obra que a mim próprio obrigou a persistentes investigações e a longas reflexões que me conduziram à revisão de muitas perspectivas relativas à sociedade contemporânea portuguesa, isto é, à sociedade transformada pelas leis do sistema capitalista e dominada pela classe burguesa.